Hérnia Inguinal – TELA PHS e UHS (Baixa Gramatura)

Diagnóstico Diferencial dos Tumores do Mediastino

Imagem

A existência de cistos e tumores primários do mediastino tem vindo a ser relatada com uma incidência crescente. Os avanços das técnicas radiológicas, incluindo a tomografia axial computorizada (TAC) e a ressonância magnética (RM), aumentaram singularmente a capacidade de avaliar pré-operatoriamete a natureza e a extensão das lesões do mediastino. Por outro lado, os progressos terapêuticos têm sido relacionados com um diagnóstico mais precoce e com uma maior efetividade dos regimes de radioterapia e de quimioterapia.

Tumores do Mediastino.pdf

PRESCRIÇÃO MÉDICA

Imagem

“de nada adianta um diagnóstico brilhante se o seu tratamento não for compreendido”

Em 2000, o Institute of Medicine dos Estados Unidos da América, publicou o estudo que marcou o cenário mundial na discussão sobre erro no processo de assistência à saúde. O estudo “To Err is Human”. Dentre outras informações, o relatório continha registros de que 44.000 a 98.000 pessoas morriam por ano nos EUA, em decorrência de erros na área da saúde. Dentre estas, 7.000 morte/ano podiam ser atribuídas a erros de medicação, sendo esse número maior que o de pessoas que morriam com câncer de mama, AIDS ou acidentes de veículos. O total dos custos, atribuído aos eventos adversos preveníveis, foi estimado em 17 a 29 bilhões de dólares.

Princípios da Prescrição Médica Hospitalar na Clínica Cirúrgica

Os itens básicos são:

  1. Alerta sobre ALERGIAS
  2. Dieta Oral (Tipos: Liquida restrita, Pastosa, etc…)
  3. Suporte Nutricional: Enteral ou Parenteral
  4. Prevenção da Úlcera Gastroduodenal de Stress
  5. Hidratação Venosa
  6. Correção dos Distúrbios Hidroeletrolíticos – Hemoderivados
  7. Antibioticoterapia (Dias de Uso/Dias Previstos)
  8. Analgesia
  9. Tratamento e Prevenção das NVPO
  10. Tratamento e Prevenção do TEP
  11. Medicações de Uso Contínuo
  12. Nebulizações
  13. Fisioterapia Motora e Respiratória
  14. Glicemia Capilar – Esquema de IR
  15. Posição do Paciente (Ex. Cabeceira Elevada) e Mudança de Decúbito
  16. Cuidados com Drenos, Sondas e Ostomias
  17. Curativos
  18. Controles dos Sinais Vitais
  19. Controle da Diurese nas 24h
  20. Avaliações Especializadas e Interconsultas
  21. Programação de Exames Complementares ou Procedimentos Cirúrgicos
  22. Uso Obrigatório de EPIs (Pacientes com HVB, HVC ou HIV)
  23. Outras Recomendações

Recomendações para um  BOA PRESCRIÇÃO:

  1. Identifique alergias e interações medicamentosas.
  2. Utilize sempre letra legível ou opte pela prescrição digitada;
  3. Evite o uso de abreviaturas.
  4. Utilize denominações genéricas. Não utilize fórmulas químicas para nominar os medicamentos e jamais utilize abreviaturas nos nomes dos medicamentos;
  5. Confira as doses prescritas em fonte de informação atualizada e preferencialmente baseada em evidências;
  6. Utilize sempre o sistema métrico para expressar as doses desejadas (ml, mg, g, mcg, etc). não utilize medidas imprecisas tais como: “colher de sopa”, “colher de chá”, dentre outras, pois tais unidades de medida acarretam variação de volume e consequentemente de dose;
  7. Arredonde as doses para o número inteiro mais próximo, quando apropriado. isso deve ser particularmente analisado em prescrições pediátricas;
  8. Não utilize “vírgula e zero” depois da dose/quantidade, evitando que a prescrição de “5,0” se transforme, em uma leitura rápida, em “50”, ou “0,5” se transforme em “5”, gerando um erro de 10 vezes a dose desejada;
  9. Verifique se todos os elementos necessários ao adequado cumprimento da prescrição foram escritos;
  10. Não suprima nenhuma informação de identificação do paciente.

DEFINIÇÃO DE CIRURGIA

tomdemeester

A cirurgia é uma forma de terapia para as doenças que é motivada pelo CORAÇÃO, planejada na CABEÇA, e executada pelas MÃOS.

Prof Tom DemMeester

Surgery by DeMester

PREVENÇÃO DO TROMBOEMBOLISMO NA CIRURGIA DO CÂNCER DO APARELHO DIGESTIVO

Imagem

PREVENÇÃO DO TROMBOEMBOLISMO NA CIRURGIA DO CÂNCER  DO APARELHO DIGESTIVO.pdf

Princípios da CIRURGIA DE WHIPPLE (Gastroduodenopancreatectomia)

WHIPPLE_OZIMO_GAMA

 

1. ALLEN OLDFATHER WHIPPLE 

Cirurgião americano nascido em Urmia, Pérsia, na hoje Rezaieh, Irã, professor de cirurgia da Columbia University (1921-1946) que aperfeiçoou os métodos cirúrgicos no trato biliar e no pâncreas, especialmente em casos de cânceres. Ele completou seus estudos universitários na Princeton University e então desenvolveu sua brilhante carreira médica como professor, pesquisador e cirurgião nos centros cirúrgicos da Columbia University’s College of Physicians and Surgeons e do New York City’s Presbyterian Hospital.

Fez a primeira cirurgia de sucesso pancreática-duodenal da história da medicina (1934) e depois a repetiu por mais 36 vezes. Suas cirurgias passaram a ter mais êxito depois que ele mudou a sutura de categute para fios de seda. Publicou um paper original, conjuntamente com W. B. Parsons e C. R. MullinsTreatment of Carcinoma of the Ampulla of Vater, no Ann Surg (1935; 102: 763-769). Também se tornou muito conhecido pelo desenvolvimento de técnicas de tratamentos em tumores nas pequenas ilhas de Langerhans e pelo início de seus estudos em carcinomas do pâncreas (1938).

Depois de sua aposentadoria da Columbia University (1946), reformou os programas de treinamento médicos no Memorial Hospital de New York City e da American University in Beirute, Líbano. Autoridade mundial em cirurgias do abdomem, baço, pâncreas e duodeno, criou a clínica de baço do departamento de cirurgia do College of Physicians and Surgeons, que se tornou responsável por muitos avanços importantes incluindo materiais protéticos para enxerto na aorta e a para tratamento de hipertensão. Postumamente foi publicada um interessante livro de sua autoria, The role of the Nestorians and Muslims in the history of medicine (1967), sobre a história da medicina árabe.

2. PRINCÍPIOS ANATÔMICOS

3. PRINCÍPIOS DA CIRURGIA PANCREÁTICA

4. COMPLICATIONS AFTER WHIPPLE SURGERY

Mortality after pancreatic resection has greatly decreased in comparison with historical series, from 33% following Whipple’s initial reports, to currently less than 5% in most high-volume centers,resulting in the recognition that assessment of surgical quality for these high-acuity patients warrants further refinement. Birkmeyer et al have demonstrated the impact of hospital volume on actual operative mortality for pancreatic cancer resections, among other highacuity operations, but these two measures accounted for  only half of the hospital-level variation in mortality. In the highest-volume centers, mortality no longer correlates well with volume, yet overall morbidity remains  high for pancreatic resections, in the range of 35% to 50%. The three most common complications were delayed gastric emptying in 14%, wound infection in 7%, and pancreatic fistula in 5%. The most frequent complications after pancreaticoduodenectomy are analysed in this review. These include, delayed gastric emptying, pancreatic fistula, post-operative bleeding, and the complications after vascular reconstruction in the cases of locally extended pancreatic cancer. For this, randomised prospective studies, systematic meta-analyses and clinical guidelines on the definition, clinical severity grade and treatment of these complications have been evaluated.

REVIEW_ARTICLE_HERE

COMPLICATIONS AFTER PANCREATIC SURGERY_OZIMO GAMA

Lesão de Vias Biliares na Colecistectomia: Prevenção e Tratamento

TURMA 04_RM (CIRURGIA GERAL)

TURMA 04_RM (CIRURGIA GERAL)

DESCRIÇÃO DO ATO OPERATÓRIO – RELATO CIRÚRGICO

DESCRIÇÃO DO ATO OPERATÓRIO – RELATO CIRÚRGICO.

Conterá os dados de identificação do paciente, o nome do procedimento cirúrgico, o diagnóstico, o nome do cirurgião e de seus auxiliares, incluindo-se os da equipe de enfermagem, hora do início e do fim da operação, descrição sumária do estado geral do paciente. É prejudicial descrever “oficiosamente” o ato operatório, isto é, fazer descrição sumariíssima apenas dos tempos cirúrgicos básicos com apresentação do mesmo relatório para todos os procedimentos idênticos. É preciso criticar com veemência relatos cirúrgicos em que constem apenas “cirurgia feita pela técnica habitual”. Valiosos detalhes são omitidos e se perdem para consultas, pesquisas e esclarecimentos.

Deve-se evitar “descrição” prévia, injustificável em todos os casos. O ato cirúrgico será registrado como dissertação minuciosa das táticas e técnicas operatórias usadas, dos acidentes cirúrgicos, das dificuldades técnicas, daquilo que foi visto e realizado do início ao fim do procedimento. Pela sua importância, tal relatório poderá ser refeito em ocasião de mais calma e propícia à reflexão, atentando-se ao maior zelo pela legibilidade. É muito importante registrar:

1. as condições do paciente antes e após da operação

2. afecções concomitantes

3. tempo de início e do fim da operação

4.posição do paciente e uso de coxim

5. aspecto da afecção em questão (grau de inflamação, disseminação e gravidade)

6. produto(s) usado(s) na anti-sepsia

7. via de acesso

8. uso de eletrocautério

9. fios utilizados e tipos de sutura

10. descrição minuciosa da técnica cirúrgica realizada

Os exames radiológicos transoperatórios e a falta de material quando houver também deverão ser descritos. A obtenção de peças cirúrgicas para histopatologia, biópsias, secreções colhidas para estudos laboratoriais, lavações, tipo de suturas (pontos contínuos, separados, especiais), inclusive as realizadas no fechamento da ferida cirúrgica e tipo de curativo. Objetos que constituem indício de crime devem ser classificados e rotulados para envio ao instituto médico-legal ou à autoridade policial. É recomendável desenhar,esquematicamente, aspectos importantes da operação.  descrição detalhada das lesões por arma branca e, se possível, do trajeto interno detalhado do projetis de arma de fogo; anotar se o projetil foi extraído ou não, assim como outros corpos estranhos.

Anotar a solicitação do exame histopatológico das peças cirúrgicas que demandem estudo para diagnóstico. Preencher o cabeçalho e demais itens da folha de descrição, como data, hora e duração do ato cirúrgico, forma de anestesia, anotar nome dos auxiliares médicos e dos outros profissionais de toda a equipe, assinatura e carimbo.

A descrição cirúrgica deve constituir atrativo relato de valor científico, cuja leitura inspire confiança e crédito. A equipe deve conferir todo o material cirúrgico, inclusive gazes e compressas, antes e depois da operação, para evitar permanência de corpo estranho no paciente. É preciso que esses fatos sejam anotados no prontuário, assim como intercorrências dignas de nota durante o ato cirúrgico. Folha de descrição cirúrgica bem preenchida é documento comprovante imprescindível dos procedimentos cirúrgicos e, em geral, é imprescindível para cobrança dos gastos pelo serviço de faturamento e, principalmente, para comprovação do que foi realizado pela equipe cirúrgica em casos de dúvidas, demanda judicial ou processo ético-profissional.

PADRÃO DA ADMISSÃO

PRONTUARIOMEDICO

O padrão deve, fundamentalmente, conter:
(1) cabeçalho com nome ou sigla da instituição assistencial; clínica; número de registro; número da folha; nome completo do paciente, sem abreviações;filiação; data do nascimento;
(2) queixa principal e duração do quadro;
(3) anamnese: história da doença atual; interrogatório sobre sistemas e aparelhos (cabeça; sistemas cardiovascular, respiratório, digestório, geniturinário, tegumentar, neuropsíquico, musculoesquelético, articular; aparelho visual,
auditivo, locomotor), antecedentes pessoais e familiares; hábitos e condições de moradia; doenças concomitantes;
(4) exame físico geral e específico: peso, altura, estado geral, mucosas, pele, temperatura, pressão sangüínea, cabeça (crânio, face, fundo de olho, dentes), visão, audição, gânglios, pescoço, tórax (ausculta pulmonar e cardíaca), mamas, abdome (inspeção, palpação, percussão, ausculta), períneo, ânus (toque anorretal), genitália externa (toque vaginal quando indicado), coluna vertebral (inspeção, palpação), membros (exame de mãos e pés), articulações, sistema nervoso (sensibilidade, reflexos
osteotendinosos);
(5) hipóteses de diagnóstico (etiológico, sindrômico) escritas com destaque;
(6) exames complementares indicados pelo quadro clínico;
(7) pareceres solicitados;
(8) conduta(s) a adotar;
(9) datação da próxima consulta se houver;
(10) data e hora do atendimento;
(11) assinatura e carimbo do médico assistente, com o número de inscrição no em seu conselho regional de classe.

PREVENÇÃO DO CÂNCER DO INTESTINO GROSSO

Imagem

 

O cólon, incluindo o reto, é o sítio mais freqüente de tumores primários do que qualquer outro órgão do corpo humano. Trata-se do quinto tipo de tumor maligno mais freqüente no Brasil.Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, estima-se que ocorrem no Brasil, cerca de 20.000 casos novos de câncer do intestino grosso (ou colorretal, ou do cólon e do reto) e que cerca de 7.000 brasileiros morrem por conta da doença anualmente. A chance de uma pessoa desenvolver câncer do intestino grosso ao longo de sua vida é de, em média, 1 em 20. O risco de se desenvolver câncer do intestino grosso após os 50 anos é de cerca de 1%.

POR QUE PREVENIR?

O câncer colorretal é um mal silencioso. A maioria dos tumores do intestino grosso não leva a qualquer sintoma até que tenha atingido um tamanho considerável o que diminui as chances de cura. A chance de obter cura para os indivíduos com câncer colorretal e com sintomas é de cerca de 50% e pouco melhorou nos últimos 50 anos apesar dos avanços alcançados no seu diagnóstico e tratamento. Por outro lado, a chance de curar um indivíduo para o qual foi feito diagnóstico de câncer antes de ele desenvolver sintomas é de 80%. Por isso, a melhor forma de se reduzir a chance de morrer de câncer colorretal é através de seu diagnóstico precoce. Só é possível diagnosticar precocemente se praticamos a prevenção, conhecida no meio médico como rastreamento. A maioria dos casos de câncer colorretal se origina a partir de precursores benignos, os pólipos. Se os pólipos forem removidos, o câncer pode ser evitado.

QUEM TEM MAIOR RISCO DE DESENVOLVER CÂNCER COLORRETAL?

Eis os grupos de indivíduos com maior chance de desenvolver câncer do cólon e do reto:

Toda a população com mais de 50 anos;

Os indivíduos com história familiar de:câncer do intestino,pólipos do intestino,câncer do endométrio (útero),câncer de mama, e câncer de ovário.

Os pacientes com doença inflamatória intestinal de longa evolução

De um modo geral, quanto mais jovens forem os antecedentes familiares dos tumores acima relacionados, maior o risco de se ter o tumor.

Existem também evidências acerca do papel das gorduras saturadas na origem do câncer do intestino grosso. A dieta pobre em gordura animal e rica em fibras (legumes, verduras, cereais e frutas) é fator protetor contra o câncer do intestino. Modernamente, a American Society of Cancer elaborou um modelo de dieta rica em frutas, vegetais e fibras e pobre em gorduras para prevenção do câncer colorretal.

Prevenção do câncer colorretal: Recomendações dietéticas

Limitar a ingestão de gordura em 25-30% das calorias diárias. Aumentar a quantidade e variedade de frutas e vegetais (5 porções diárias); Ingerir 20-30 gramas de fibras por dia; Introduzir 3 gramas de carbonato de cálcio por dia.

EXISTE RELAÇÃO COM A CONSTIPAÇÃO?

Nenhuma. Pacientes constipados não têm maior chance de vir a ter câncer do intestino grosso exclusivamente por causa da constipação. No entanto, entende-se que a permanência de carcinógenos (normalmente presentes na dieta) ingeridos por qualquer pessoa em contato com a parede do intestino por mais tempo, como acontece com os indivíduos constipados, pode teoricamente aumentar as chances de transformação maligna. Portanto, uma vez que a melhor forma de tratar a constipação intestinal é através da dieta de fibras, que protege contra o câncer do intestino grosso, pode-se dizer que combater a constipação provavelmente previne o câncer.

COMO SE FAZ A PREVENÇÃO?

Através de exames preventivos. Os exames devem ser solicitados pelo seu médico seja ele generalista ou especialista. Existem diretrizes ou protocolos de sociedades médicas já bem estabelecidos para esse fim. Cabe ao seu médico escolher qual a melhor forma de prevenção para você: ou seja quais exames serão solicitados e com qual freqüência eles devem ser realizados. Os exames que podem ser utilizados são:

a pesquisa de sangue oculto nas fezes,

a retossigmoidoscopia, e

a colonoscopia.

QUEM DEVE FAZER O QUÊ E QUANDO?

Cabe a seu médico e você decidirem qual o melhor programa de prevenção do câncer do intestino grosso para você e sua família. Procure conhecer seus antecedentes familiares de doenças graves. Se você não tem antecedente familiar de câncer do intestino grosso ou pólipos, a prevenção pode começar aos 50 anos de idade. Se você tem mais de 50 anos e nunca preveniu, já é hora de faze-lo. Se você tem um parente próximo que teve câncer do intestino grosso antes dos 50 anos, procure seu médico e fale sobre isso com ele. Sua prevenção deverá ter início antes dos 50 anos e procure saber desde já mais detalhes do caso e se esse seu parente foi o único da família.

Se você já fez uma colonoscopia e foram encontrados um ou mais pólipos, a essa altura você já deve saber quando repetir o exame. Se não, procure um GASTROENTEROLOGISTA, CIRURGIÃO DO APARELHO DIGESTIVO OU PROCTOLOGISTA.

Apendicectomia Convencional X Laparoscópica : Existe Vantagem?

ARTIGO DE REVISÃO

Bases Comportamentais dos Internos da Clínica Cirúrgica

1. EXCELÊNCIA: Nunca baixar os seus padrões pessoais e profissionais.Fazer sempre o melhor.
2. INTEGRIDADE: Significa fazer sempre a coisa certa, mesmo quando ninguém está olhando.
3. RESPONSABILIDADE: Cada um de nós é responsável pelas conseqüências do nosso comportamento.
4. ATITUDE: Ser uma força positiva em todas as coisas que você faz.
5 DISCIPLINA: É o sucesso das unidades.É a construção diária do seu objetivo.
6. PERSEVERANÇA: O sucesso vem um pequeno passo de cada vez. O amanhã começa agora.

Úlcera Péptica Perfurada: Sutura ou Ressecção?

Turma 02 de RM Cirurgia Geral (HTLF)

Dr Antonio Filho (UEMA)

Dr Arimatéia Morales (UESPI)

Dra Livia Andrade (UFMA)

Dra Maura Calazeiras (UNICEUMA – APROVADA EM COLOPROCTOLOGIA NA UFCE)

Dr Igor Neiva (UNICEUMA – APROVADO EM ONCOLOGIA CIRÚRGICA NO INCA – RJ)

A todos os ex-residentes desejamos boa sorte e muitas realizações nesta nova etapa profissional.

 

 

Surgical Rotation: 5 PRINCIPLES

1Getting along with the nurses. The nurses do know more than the rest of us about the codes, routines, and rituals of making the wards run smoothly. They may not know as much about pheochromocytomas and intermediate filaments, but about the stuff that matters, they know a lot. Acknowledge that, and they will take you under their wings and teach you a ton! Helping out. If your residents look busy, they probably are. So, if you ask how you can help and they are too busy even to answer, asking again probably would not yield much. Always leap at the opportunity to shag x-rays, track down lab results, and retrieve a bag of blood from the bank. The team will recognize your enthusiasm and reward your contributions.

3Getting scutted. We all would like a secretary, but one is not going to be provided on this rotation. Your residents do a lot of their own scut work without you even knowing about it. So if you feel like scut work is beneath you, perhaps you should think about another profession.

4Working hard. This rotation is an apprenticeship. If you work hard, you will get a realistic idea of what it means to be a resident (and even a practicing doctor) in this specialty. (This has big advantages when you are selecting a type of internship. Staying in the loop. In the beginning, you may feel like you are not a real part of the team. If you are persistent and reliable, however, soon your residents will trust you with more important jobs. Educating yourself, and then educating your patients. Here is one of the rewarding places (as indicated in question 1) where you can soar to the top of the team. Talk to your patients about everything (including their disease and therapy), and they will love you for it.

5. Maintaining a positive attitude. As a medical student, you may feel that you are not a crucial part of the team. Even if you are incredibly smart, you are unlikely to be making the crucial management decisions. So what does that leave: attitude. If you are enthusiastic and interested, your residents will enjoy having you around, and they will work to keep you involved and satisfied. A dazzlingly intelligent but morose complainer is better suited for a rotation in the morgue. Remember, your resident is likely following 15 sick patients, gets paid less than $2 an hour, and hasn’t slept more than 5 hours in the last 3 days. Simple things such as smiling and saying thank you (when someone teaches you) go an incredibly long way and are rewarded on all clinical rotations with experience and good grades. Having fun! This is the most exciting, gratifying, rewarding, and fun profession and is light years better than whatever is second best (this is not just our opinion).

By: Alden H. Harken MDProfessor and Chair, Department of Surgery, University of California, San Francisco–East Bay, Oakland, California, Chief of Surgery, Department of Surgery, Alameda County Medical Center, Oakland, California

AVALIAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA: Recomendações baseadas em EVIDÊNCIAS

Avaliação pré-operatória e cuidados em cirurgia eletiva: recomendações baseadas em evidências

Colostomia Temporária : Quando esta indicada a reversão?

Apesar de uma diminuição global nas últimas duas décadas do número de realizações de colostomias temporárias, este ainda é um procedimento de grande importância no arsenal de opções cirúrgicas de um cirurgião geral. Não se encontra consenso em relação ao tempo de fechamento da colostomia. O período clássico de 8 a 12 semanas, encontrado na maioria das publicações, deve ser analisado com grande senso crítico. A literatura atual identifica taxas de complicações extremamente variadas, com índices que vão de 9% até quase 50%, nas cirurgias de decolostomias. Fatores inerentes ao próprio paciente, tais como idade, comorbidades associadas e uso crônico de medicações, exercem influência direta na morbidade dessas operações, assim como o motivo que levou à realização de uma colostomia. Desta forma, uma diverticulite aguda complicada, um tumor de cólon obstrutivo, uma lesão colônica por projétil de arma de fogo ou arma branca, ou ainda uma perfuração durante um exame endoscópico provocam, dependendo do paciente, respostas metabólicas e endócrinas variáveis, promovendo também efeitos diversos no processo de cicatrização das feridas.
Com isso, quando se programam as cirurgias de restituição do trânsito intestinal – decolostomia, o mais importante é aguardar a superação do trauma cirúrgico anterior, que é peculiar de paciente para paciente.
Não se deve jamais indicar uma decolostomia sem certificar-se do estado clínico atual do doente, assim também como a condição em que se encontram os segmentos intestinais envolvidos, avaliados através de estudos contrastados (ENEMA OPACO – TRÂNSITO INTESTINAL) e ou endoscópicos (COLONOSCOPIA). Outra consideração importante é que, do ponto de vista técnico, colostomias feitas sem cuidado rigoroso, desde o correto posicionamento da alça até o uso de técnica adequada de maturação, estão intimamente relacionadas com maiores índices de complicações, devido a dificuldades técnicas no momento da decolostomia onde muitas vezes são necessárias colectomias segmentares.

Assim sendo, o mesmo cuidado e precaução tido na hora de fechar uma colostomia, deve ser seguido na hora de confeccioná-la. Os resultados da cirurgia de reconstrução segundo Gomes da Silva (2010) foram : tempo operatório médio foi de 300 minutos (variando de 180 a 720 minutos); a reconstrução do trânsito intestinal foi alcançado em 93% dos casos; a fístula anastomótica ocorreu  em 7% e a infecção de sítio cirúrgico em 22%. A taxa de mortalidade, neste estudo foi  de 3,4% em paciente com fístula anastomótica e sepse abdominal. Dentre os fatores relacionados ao insucesso na reconstrução da colostomia a Hartmann observou-se associação estatisticamente significativa com a tentativa prévia de reconstrução (p = 0,007), a utilização prévia de quimioterapia (p = 0,037) e o longo tempo de permanência da colostomia (p = 0,025).

Seu papel pequeno não serve ao mundo.

Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida. É a nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos assusta. Nós nos perguntamos: Quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso e fabuloso? Na verdade, quem não quer que você seja? Você é um filho de Deus. Seu papel pequeno não serve ao mundo. Não há nada de iluminado em se encolher, para que outras pessoas não se sintam inseguros ao seu redor. Estamos todos feitos para brilhar, como as crianças. Nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós. Não é apenas em alguns de nós, está em todos. E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo. Como estamos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, libera os outros.

THINK SAFETY : Safe Surgery Save Lives

Evento Adverso (EA) é definido de acordo com a International Classification for Patient Safety proposta pela World Alliance for Patient Safety da Organização Mundial de Saúde (OMS) como incidente que resulta em dano (harm) ao paciente. Incidente definido como evento ou circunstância que poderia ter causado ou que resultou desnecessariamente em dano ao paciente e evento como algo que acontece com ou envolve o paciente.

Os eventos adversos (EAs) têm estimativa de ocorrência em 4 a 16% de todos os pacientes hospitalizados, sendo que mais de metade nos cuidados cirúrgicos, dos quais acima de 50% são evitáveis. A ocorrência de EAs é considerada um problemade importância internacional sendo crescente o envolvimento de pesquisadores,profissionais de saúde e gestores de saúde na avaliação de EAs e inúmeras as instituições,redes de relacionamento e websites referentes ao tema.

Em 2004, expressando a preocupação mundial com a segurança de pacientes, foi  criada pela OMS a World Alliance for Patient Safety tendo como elemento central a formulação do Global Patient Safety Challenge, que engloba temas representativos dos principais aspectos dos riscos relacionados com a assistência à saúde, considerados relevantes para os países membros da OMS.

O primeiro tema selecionado foi infecção associada à prestação de serviço em saúde, seguido de segurança dos cuidados cirúrgicos,tendo como objetivo prevenir erros, evitar danos e salvar vidas. O número de cirurgias de maior porte realizadas anualmente no mundo foi estimado pela OMS em 234 milhões, o que corresponde a uma cirurgia para cada 25 pessoas.

Cirurgia de maior porte inclui qualquer procedimento realizado na sala de cirurgia envolvendo incisão, excisão, manipulação, ou sutura de tecido que geralmente requer anestesia geral ou regional, ou sedação profunda para controlar a dor. Em países industrializados complicações ocorrem em 3 – 16% dos procedimentos cirúrgicos realizados em pacientes internados, com taxa de mortalidade de 0,4 – 0,8%. 

Estudos realizados em países em desenvolvimento estimam uma taxa de mortalidade de 5 a 10% em pacientes submetidos à cirurgia de maior porte. A segurança em cirurgia emerge como importante preocupação para a saúde pública global. Cirurgia é um dos mais complexos e caros serviços prestados pelos sistemas de saúde.

Nos países em desenvolvimento , o mau estado da infraestrutura e dos equipamentos; os problemas quanto ao suprimento e à qualidade de medicamentos e de material médico-cirúrgico; as falhas na gestão da organização e no controle de infecção; o desempenho insatisfatório dos profissionais devido à baixa motivação ou à deficiência na capacitação técnica; as falhas no correto diagnóstico pré-operatório; as deficiências na consulta pré-anestésica, e o subfinanciamento dos custos operacionais dos serviços de saúde, tornam a probabilidade de ocorrência de eventos adversos muito maior do que em países industrializados.

Veja alguns dados:

§4% pacientes sofrem algum tipo de dano no Hospital
§70% dos eventos adversos provocam uma incapacidade temporal
§14% dos incidentes são mortais
§60% são evitáveis

World Alliance for Patient Safety : forward programme. World Health Organization 2004, apud: Harvard Medical Practice Study in 1991

Eventos Adversos na Clínica Cirúrgica

O termo Evento Adverso (EA) cirúrgico é relativamente novo, mas o conceito de monitoramento dos resultados cirúrgicos, incluindo complicações pós-operatórias é muito antigo, havendo referência a sistemas de coleta de informações hospitalares existentes em 1732. Estatísticas vitais existem na Grã-Bretanha desde 1838. Em 1850 foi estabelecida a associação entre transmissão de infecção e a higiene da mão e em 1854 destacados os riscos aos pacientes relacionados com a má higiene nos hospitais.

Em 1910, Ernest Codman apontou a necessidade de avaliação rotineira dos resultados negativos em cirurgias para a melhoria da qualidade da assistência. Nos anos 90 do século passado, continuou a expansão do interesse no campo de erros e danos relacionados com a assistência à saúde, porém com mudança no foco daspesquisas, que inicialmente buscavam estimar a frequência e natureza dos EAs em instituições e mais recentemente uma ênfase dirigida a como lidar melhor com o problema e uma crescente concordância com uma abordagem sistêmica ou organizacional.

EAs cirúrgicos contribuem significativamente para a morbidade pós-operatória, sendo sua avaliação e monitoramento frequentemente imprecisos e com validade incerta. Dada a tendência de redução do tempo de permanência hospitalar e o aumento no uso de  técnicas cirúrgicas inovadoras, especialmente minimamente invasivas e os procedimentos endoscópicos, a avaliação e o monitoramento eficiente dos eventos adversos cirúrgicos tornam-se cruciais.

Alguns atributos comuns foram identificados em recente revisão de eventos adversos : EAs são desfavoráveis, indesejáveis e prejudiciais, têm impacto sobre o paciente e estão associados a um processo da assistência à saúde, mais do que a um processo natural de doenças. Estudos sobre eventos adversos têm demonstrado a complexidade de sua análise devido à variabilidade dos sistemas de registro e a extensa gama de definições na literatura científica para complicações pós-operatórias.

As complicações pós-operatórias resultam da interação de fatores dependentes do paciente, de sua enfermidade e da atenção à saúde recebida. O estudo dos EAs cirúrgicos tem especial relevância por sua frequência, porque em parte são atribuíveis a deficiências na atenção à saúde, pelo impacto considerável sobre a saúde dos pacientes, pela repercussão econômica no gasto social e sanitário e por constituir um instrumento de avaliação da qualidade da assistência. 

Os eventos adversos de maior interesse à saúde pública são os evitáveis, suscetíveis a intervenções dirigidas à sua prevenção. Os eventos adversos cirúrgicos estão relacionados com acidentes intra-operatórios cirúrgicos ou anestésicos, com complicações pós-operatórias imediatas ou tardias e com o fracasso da intervenção cirúrgica.

Os EAs cirúrgicos foram objeto de estudos realizados nos EUA , Austrália e Espanha . No estudo sobre EAs cirúrgicos em hospitais de Colorado e Utah (EUA) foi calculada a taxa de incidência de 1,9% para o total de pacientes internados. Dentre os pacientes submetidos à cirurgia e nos casos de parto a taxa de incidência de EAs cirúrgicos foi de 3,0%, sendo 54% considerados evitáveis.

Foi estimado que 5,6% dos EAs cirúrgicos resultaram em óbito. No estudo para determinar a taxa de EAs em pacientes cirúrgicos na Austrália , a prevalência de internações cirúrgicas associadas com um EA foi calculada em 21,9%. Quanto à prevenção, foram classificados como altamente evitáveis 47,6% dos EAs, pouco evitáveis 31,4% e 20,8% não evitáveis.

Foi realizado um estudo para descrever os eventos adversos em cirurgias de parede abdominal e analisar as associações entre os resultados e determinadas características dospacientes, em um serviço de cirurgia geral em Valencia, Espanha . Complicações foram identificadas em 16,32% dos pacientes. A relevância da questão da segurança em cirurgia no Brasil pode ser evidenciada pelos resultados do estudo de Mendes et al. (2009) , especialmente se considerarmos o volume de internações relacionadas com cirurgia ocorridas no país no ano de 2003, cerca de três milhões, ano de referência do estudo mencionado . Além disso, poucos hospitais brasileiros cumprem a legislação sanitária para o licenciamento de estabelecimentos hospitalares.

Dados oriundos do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, referentes à inspeção de 743 hospitais realizadas no ano de 2003, demonstram que 52,5% apresentaram condições físicas inadequadas, em desacordo com a legislação sanitária. Deve ainda ser destacado que os hospitais de pequeno porte, ou seja, com até cinquenta leitos, representam 62% dos estabelecimentos hospitalares e 18% dos leitos existentes no sistema de saúde brasileiro. Esses hospitais estão distribuídos principalmente em municípios de pequeno porte interioranos, são de baixa complexidade e densidade tecnológica, apresentam taxa de ocupação baixa (32,8%) e 89% possuem sala de cirurgia.

Doutor o que é HEMANGIOMA HEPÁTICO ?

O hemangioma é o tumor hepático mais comum, sendo identificado entre 5% a 7% das necropsias. Incide entre a 3ª e 5ª décadas da vida e nas mulheres e pode aumentar de tamanho na gravidez e com a administração de estrogênios.

A causa desta neoplasia ainda não está esclarecida. Especula-se o papel de hormônios sexuais, devido às seguintes observações: 1) presença de receptores estrogênios em alguns hemangiomas: 2) prevalência maior nas mulheres, em uma proporção de 4:1 a 6:1; 3) Aumento de tamanho ocorre mais frequentemente na puberdade, gravidez, uso de anticoncepcionais orais ou hormônios sexuais (estrogênios e androgênios).

A maioria dos hemangiomas é único e mede < 4 cm em diâmetro. Somente 10% são múltiplos e podem alcançar dimensões de até 27 cm de diâmetro. Hemangioma gigante é definido como aquele de > 4 cm de diâmetro. O tamanho da grande maioria dos hemangiomas permanece inalterado com o tempo.

A grande maioria dos hemangiomas é assintomática, mas lesões grandes podem causar desconforto ou dor abdominal. Complicações ocorrem raramente e incluem: 1) inflamação24; 2) coagulopatia; 3) sangramento; 4) compressão das estruturas vizinhas.

Rotura de hemangioma hepático com consequente sangramento é excepcional. Até 2009, no PubMed Medline existiam somente 35 casos de rotura espontânea de hemangioma hepático. Considerando a elevada prevalência deste tumor, a possibilidade raríssima de rotura espontânea, mesmo nas lesões gigantes, não deve ser considerada na indicação de tratamento. Os tumores hepáticos com maior possibilidade de sangramento são o adenoma e o hepatocarcinoma.

Crescimento do tumor ou trombose pode causar manifestações clínicas mais intensas. Raramente ocorre a síndrome de Kasabach-Merritt, que se caracteriza por trombocitopenia e coagulopatia de consumo.

O diagnóstico é geralmente estabelecido com segurança com os exames de imagem. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética geralmente estabelecem o diagnóstico, se o padrão típico de impregnação nodular, periférico e descontínuo com aumento gradual da impregnação e tendência a homogeneização nas fases tardias for observado. Além disso, na ressonância magnética, o hemangioma tipicamente apresenta um alto sinal, ou seja, é brilhante, nas sequências ponderadas em T2. A cintilografia com hemácias marcadas apresenta elevada precisão para hemangiomas > 2 cm, mas raramente é necessária.

A grande maioria dos hemangiomas não necessita tratamento, mesmo os grandes. Não existe suporte científico para interromper o uso de anticoncepcionais hormonais ou evitar a gravidez nos pacientes com hemangioma hepático, inclusive nos gigantes. Uma vez estabelecido o diagnóstico de hemangioma, também não existe indicação de realização de exames periódicos de acompanhamento.

As complicações relacionadas à hemangioma hepático são muito mais frequentes após o tratamento cirúrgico do que a conduta expectante. Apesar das taxas de complicações das hepatectomias terem sido reduzidas acentuadamente nas últimas décadas, principalmente em centro especializadas, fístulas biliares, hemorragia, coleções abdominais, complicações sistêmicas (tromboembolismo, pneumonia) e mortalidade de 0,5% a 1% são relatadas nas grandes séries. Estas complicações operatórias tornam a indicação rotineira de hepatectomia inaceitável nos pacientes com hemangioma (doença benigna com mínima sintomatologia ou complicações), exceto em casos bastante selecionados.

A ressecção de hemangioma está indicada nos casos raros de impossibilidade de excluir neoplasia maligna e na presença de manifestações clínicas importantes, crescimento significativo ou síndrome de Kasabach-Merritt. A ressecção geralmente pode ser feita por enucleação do hemangioma, mas ocasionalmente ressecções anatômicas do fígado podem ser indicadas. Estudos comparativos de enucleação e ressecção anatômica sugerem que a enucleação é associada à menor taxa de complicações abdominais, principalmente fístula biliar. Uma possível explicação para esta diferença é que o hemangioma comprime o tecido hepático adjacente, fazendo com que a enucleação dentro do espaço fibroso causado pelo tumor evite lesão de ductos biliares e vasos.

Apesar de excepcional, a rotura espontânea de hemangioma hepático é associada à elevada mortalidade, variando de 60% a 75%. Em revisão recente da literatura, Corigliano et al relataram a taxa de mortalidade de 36,4% dos pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico. A excisão cirúrgica é o tratamento mais frequentemente utilizado. A embolização arterial do vaso roto também tem sido utilizada com sucesso

10 Things We Can Learn From the World’s Greatest Surgeon

michael debakey

Michael DeBakey Will be Missed!

On July 12, 2008, the world lost an incredible talent. A renegade physician, a pioneer, the father of open-heart surgery, and perhaps the best surgeon who ever lived, Dr. Michael DeBakey died of natural causes at 99. Because of his groundbreaking research, cutting-edge medical devices and maverick approach to cardiac surgery, DeBakey literally changed the rules of the game and thousands of lives are saved each day.

What can we learn from Michael DeBakey’s life and career?

1. Build your brand.

With a career that spanned more than 70 years, DeBakey built a reputation for being indispensable. His patients included everyone from the ordinary person next door and people with no means to a list of Who’s Who among world leaders. Presidents Kennedy, Johnson and Nixon, President Boris Yeltsin, King Hussein of Jordan, the Shah of Iran, Turkish President Turgut Ozal, just to name a few, engaged DeBakey because they knew he was the best. The Journal of the American Medical Association said in 2005, “Many consider Michael E. DeBakey to be the greatest surgeon ever.” Is your personal brand strong enough that if you left your company, colleagues and customers would have a difficult time getting along without you?

2. Be a guru, thought leader, industry expert.

Dr. DeBakey published more than 1,000 medical reports, research papers, chapters and books on topics related to cardiovascular medicine. He helped establish the National Library of Medicine, the world’s largest and most prestigious repository of medical archives. DeBakey played a key role in organizing a specialized medical center system to treat soldiers returning from the war. This system is now the Veterans’ Administration Medical Center System. For his numerous contributions Dr. DeBakey was awarded the Presidential Medal of Freedom, the Congressional Gold Medal, Congress’ highest civilian honor, the National Medal of Science, the country’s highest scientific award, and The United Nations Lifetime Achievement Award. Do people see you as a guru in your field? How distinctive is your knowledge base? How well do you garner, contribute and leverage knowledge?

3. Never quit learning.

As a child, DeBakey was required to borrow a book from the library each week and read it. He read the entire Encyclopedia Britannica before entering high school. Overseeing cases, consulting with colleagues and mentoring younger surgeons, he made his mark on the world right up to the end. DeBakey performed his last surgery at age 90 and continued to travel the globe giving lectures. Perhaps you’re thinking, “Who would want a 90-year-old surgeon operating on them?” The answer could be, “Someone who’s performed more than 60,000 cardiovascular procedures in his career.” Do you have a reputation for lifelong learning, for continually adding value? When we stop bringing something new to the game, the game is over.

4. Risk more, gain more.

DeBakey took risks others weren’t willing to take to advance medicine. Tubing, clamps, pumps, protocols all bear the mark of DeBakey’s passion for innovation. Yet, product and process innovations often pull people out of their comfort zones and some of DeBakey’s early breakthroughs weren’t accepted initially—in fact they were ridiculed. For example, in 1939, when Drs. DeBakey and Alton Ochsner linked cigarette smoking to lung cancer, many in the medical community derided it. Then in 1964, the Surgeon General confirmed their findings and documented the cause and effect.

There was also skepticism when DeBakey discovered that he could substitute parts of diseased arteries with synthetic (Dacron) grafts—a procedure that enables surgeons to repair aortic aneurysms in the chest and abdomen. He initially figured out how to stitch synthetic blood vessels on his wife’s sewing machine. Now the procedure is widely used.

DeBakey was also the first to perform bypass surgery and the first to perform a successful removal of a blockage of the carotid (main) artery of the neck, a procedure that has become the standard protocol for treating stroke. The world is not changed by those who are unwilling to take risks. Is your passion for advancing your field by taking a risk bigger than your fear of rejection or making a mistake?

5. Refuse to sell out on your dream.

DeBakey developed an interest in medicine in his father’s pharmacy where he listened to physicians talk shop. The vision to become a doctor was clear, the question was, “what kind?” In 1932, there simply wasn’t anything you could do for heart disease, if a patient had a heart attack the long-term prognosis wasn’t good. While he was still in school in 1932, DeBakey invented the roller pump—a critical part of the heart-lung machine that takes over the functions of the heart and lungs during open-heart surgery. This not only created the era of open-heart surgery, it cemented DeBakey’s passion to make a mark in the world of cardiovascular medicine. Engagement is about pouring your heart, mind and soul into a dream that causes you to fire on all cylinders. Does your career fulfill your desires? Or, have you sacrificed a dream that could make you come alive for a life of duty and routine that simply “works”?

6. Play to your genius.

DeBakey said, “I like my work, very much. I like it so much that I don’t want to do anything else.” Most people who are happy in life spend time doing what they love. This usually makes them extremely good at what they do. Dr. DeBakey exemplified the power of what can happen when our work requires what we are good at and passionate about. Playing to your genius is about using your gifts and talents to pursue a passion that makes a significant contribution to the people and the world you serve. Playing to your genius also promotes autonomy and self-direction, cultivates commitment, stimulates personal growth and makes work fun. Are you engaged in work you’re good at and passionate about—work that makes a contribution and needs to be done? Or are you just biding time?

7. Balance passion with discipline and focus.

With regard to his patients, the indefatigable DeBakey had an uncompromising dedication to perfection. He was known as a taskmaster who set very high standards, yet he never demanded more from others than he demanded from himself. Heart surgeons who trained under DeBakey say he was hard to keep up with when making patient rounds. They joked that he was from another world because he could maintain his focus and intensity for hours.

In a world of competing priorities and information overload it’s easy to lose focus and get distracted. But, if you are playing to your genius and doing what you love, it’s easier to be disciplined and maintain a maniacal focus. Are you disciplined? Do you have a maniacal focus? Would your customers (internal and external) say you are relentless when it comes to pursuing perfection?

8. Find a void and figure out how to fill it.

Michael DeBakey’s innovations are on par with the likes of Thomas Edison, Alexander Graham Bell, Jonas Salk, Henry Ford and Alfred Nobel. During World War II, he helped establish the mobile army surgical hospitals or MASH units. He was a key player in the development of artificial hearts, artificial arteries and bypass pumps that help keep patients alive who are waiting for transplants. He was among the first to recognize the importance of blood banks and transfusions. He also helped create more than 70 surgical instruments that made procedures easier and clinical outcomes more effective. If something couldn’t be done, DeBakey found a way to do it.

In 1967, Dr. Christiaan Barnard performed the first human heart transplant in South Africa. Dr. DeBakey was among the first to begin doing the procedure in the United States. The problem was that recipients’ bodies rejected the new organs and death rates were high. In the 1980s cyclosporine, a new anti-rejection drug paved the way for organ transplants. Again, DeBakey was among the first to develop new protocols and advance the field of heart transplants. Where are the gaps in your organization or industry? What would happen if you developed a reputation for filling these voids?

9. Show people that their work matters.

Michael DeBakey is known not only for his prolific contributions to the medical field, but also as a symbol of hope and encouragement to his colleagues. Many years ago a colleague of ours shadowed Dr. DeBakey for a day at The Methodist Hospital in Houston, Texas. He was struck by DeBakey’s capacity to affirm each person he saw in the course of the day.

In one particular encounter, DeBakey began chatting with an elderly janitor who was sweeping the floor. DeBakey asked the man about his wife and children. He told the older man, obviously not for the first time, that the hospital couldn’t function without the janitor because germs would spread, increasing the chances of infection in the hospital. Later in the day, our colleague tracked down the janitor and asked him, “What exactly do you do? Tell me about your job.” With pride, the janitor replied: “Dr. DeBakey and I? We save lives together.”

He’s right. After all, consider what would happen to our healthcare systems if the cleaning crews went on strike. DeBakey understood that showing the janitor exactly how he contributes to a larger, more heroic cause is crucial. This creates a powerful dynamic. Realizing that he is working toward a worthy goal, the janitor’s perceptions about his work changed. It had new meaning and his enthusiasm for the job was rejuvenated.

Great leaders make time to help people see how their work is connected to something bigger. For a surgeon like DeBakey, those five or ten minutes each day were costly, unless, of course, you consider the productivity generated by a janitor whose work has been transformed. Right now, how many people in your organization are engaged in work that five years from today no one will give a rip about? Can you make the link between what you do and a noble or heroic cause? Can you make this link for others?

10. Be generative—inspire others to pursue the cause.

Generativity is the care and concern for the development of future generations through teaching, mentoring, and other creative contributions. It’s about leaving a positive legacy. All great leaders are generative and Michael DeBakey was no exception. He inspired many medical students to pursue careers in cardiovascular surgery. His reputation brought many people to Baylor College of Medicine and helped transform it into one of the premier medical institutions in the world. DeBakey trained and mentored almost 1,000 surgeons and physicians. In 1976, his students founded the Michael E. DeBakey International Surgical Society. Many of his residents went on to serve as chairpersons and directors of their own successful academic surgical programs in the United States and around the world. Are the people you’ve touched in your career learning, growing and making a difference as a result of your influence? Have they been inspired to build a better world than the world they inherited?

Michael DeBakey applied his problem-solving skills to many parts of medicine that have changed our way of life. Timothy Gardner, M.D., president of the American Heart Association said it well, “DeBakey’s legacy will live on in so many ways—through the thousands of patients he treated directly and through his creation of a generation of physician educators, who will carry his legacy far into the future. His advances will continue to be the building blocks for new treatments and surgical procedures for years to come.”

Michael DeBakey’s life and legacy proves that one person who chooses to play to their genius can change the world and make it a better place for all. What legacy will you leave behind?

“A surgeon is sometimes right, sometimes wrong, but never uncertain”

O CIRURGIÃO (POEMA)

Um corpo inerte aguarda sobre a mesa
Naquele palco despido de alegria

O artista das obras efemeras se apresenta
A opereta começa, ausente de melodia
E o mascarado mudo trabalha com presteza.

Sempre começa com esperança e só términa com certeza.

Se uma vida prolonga, a outra vai-se ceifando

E nem sempre do mundo o aplauso conquistando
Assim segue o artista da arte traiçoeira e conquistas passageiras

Já não espera do mundo os louros da vitória
Estudar, trabalhar é sua história, e a tua maior glória
Hás de encontrar na paz do dever cumprido.

Quando a vivência teus cabelos prateando
E o teu sábio bisturi, num canto repousando
Espera do bom Deus  por tudo, a ti, seja agradecido.

Uma vez que sua missão foi linda.

Venha ser a MUDANÇA, faça DIFERENTE e MELHOR

Inspirational Quote: “Change will not come if we wait for some other person or some other time. We are the ones we’ve been waiting for. We are the change that we seek.” ~ Barack Obama

Qual o momento certo? AGORA.

“So live your life that the fear of death can never enter your heart. Trouble no one about their religion; respect others in their view, and demand that they respect yours. Love your life, perfect your life, beautify all things in your life. Seek to make your life long and its purpose in the service of your people. Prepare a noble death song for the day when you go over the great divide.

Always give a word or a sign of salute when meeting or passing a friend, even a stranger, when in a lonely place. Show respect to all people and grovel to none.

When you arise in the morning give thanks for the food and for the joy of living. If you see no reason for giving thanks, the fault lies only in yourself. Abuse no one and no thing, for abuse turns the wise ones to fools and robs the spirit of its vision.

When it comes your time to die, be not like those whose hearts are filled with the fear of death, so that when their time comes they weep and pray for a little more time to live their lives over again in a different way. Sing your death song and die like a hero going home.”

~ Chief Tecumseh (Poem from Act of Valor the Movie)

Ephraim McDowell : The Qualities of a Good Surgeon

OzimoGama

Following is a list of Dr. Ephraim McDowell’s personal qualities described as “C” words along with evidence corroborating each of the characteristics.

Courageous. When he agreed to attempt an operation that his teachers had stated was doomed to result in death, he, as well as his patient, showed great courage.

Compassionate. He was concerned for his patient and responded to Mrs. Crawford’s pleas for help.

Communicative. He explained to his patient the details of her condition and her chances of survival so that she could make an informed choice.

Committed. He promised his patient that if she traveled to Danville, he would do the operation. He made a commitment to her care.

Confident. He assured the patient that he would do his best, and she expressed confidence in him by traveling 60 miles by horseback to his home.

Competent. Although lacking a formal medical degree, he had served an apprenticeship in medicine for 2 years in Staunton, Virginia, and he had spent 2 years in the study of medicine at the University of Edinburgh, an excellent medical school. In addition, he had taken private lessons from John Bell, one of the best surgeons in Europe. By 1809 he was an experienced surgeon.

Careful. Despite the fact that 2 physicians had pronounced Mrs. Crawford as pregnant, he did a careful physical examination and diagnosed that she was not pregnant but had an ovarian tumor. He also carefully planned each operative procedure with a review of the pertinent anatomic details. As a devout Presbyterian, he wrote special prayers for especially difficult cases and performed many of these operations on Sundays.

The above characteristics are desired traits in surgeons today, even with our advanced technology.

Courteous. He was humble and courteous in his dealings with others. Even when he was publicly and privately criticized after the publication of his case reports, he did not react with vitriol. The qualities of character demonstrated by Dr. Ephraim McDowell 200 years ago are still essential for surgeons today.

COLECISTITE AGUDA LITIÁSICA

INTRODUÇÃO 

Os cálculos de vesícula (COLELITÍASE) estão presentes em mais de 10% da população ocidental e esta incidência aumenta com a idade. A colelitíase é a doença do aparelho digestivo com maior número de  indicação cirúrgica. Anualmente, cerca de 200.000 colecistectomias são realizadas nos Brasil. Os fatores de risco para o surgimento dos cálculos são: obesidade, diabetes mellitus, uso de estrogênio, gravidez, doença hemolítica, hereditariedade e cirrose. Acomete principalmente as mulheres na idade reprodutiva.

São várias as complicações da colelitíase, entre elas:

1. COLECISTITE AGUDA

2. PANCREATITE AGUDA

3. COLEDOCOLITÍASE

4. FÍSTULAS INTERNAS

5. CÂNCER DA VESÍCULA

FISIOPATOLOGIA

A colecistite aguda é uma doença comum em emergências em todo o mundo. Na maioria dos casos, é causada pela inflamação da parede da vesícula secundária à impactação de um cálculo no ducto cístico obstruindo-o, o que causa uma crise repentina de dor abdominal, conhecido como ABDOME AGUDO.

Colecistite litiásica

A colecistite aguda está associada à colelitíase em mais de 90% dos casos. O quadro ocorre devido à obstrução do ducto cístico por um cálculo. Se a obstrução continua, a vesícula se distende e suas paredes tornam-se edematosas. O processo inflamatório inicia-se com espessamento da parede, eritema e hemorragia subserosa. Surgem hiperemia e áreas focais de necrose. Na maioria dos casos, o cálculo se desloca e o processo inflamatório regride. Se o cálculo não se move, o quadro evolui para isquemia e necrose da parede da vesícula em cerca de 10% dos casos. A formação de abscesso e empiema dentro da vesícula é conhecida como colecistite aguda gangrenosa. Com a infecção bacteriana secundária, principalmente por anaeróbios, há formação de gás que pode ocorrer dentro ou na parede da vesícula. Esse é um quadro mais grave conhecido com colecistite enfisematosa.

Colecistite aguda alitiásica 

A colecistite aguda também pode ocorrer sem a presença de cálculos em cerca de 5% dos casos. Tem uma evolução mais rápida e frequentemente evolui para gangrena, empiema ou perfuração. Ocorre em pessoas idosas ou em estado crítico após trauma, queimaduras, nutrição parenteral de longa data, cirurgias extensas, sepses, ventilação com pressão positiva e a terapia com opioides também parece estar envolvida. A etiologia é confusa, mas a estase, a isquemia, a injúria por reperfusão e os efeitos dos mediadores pró-inflamatórios eicosanoides são apontados como causas.

QUADRO CLÍNICO

O quadro se inicia com uma cólica biliar caracterizada como dor no hipocôndrio direito com irradiação para escápula direita e região epigástrica. Como sintoma mais comum, o paciente apresenta dor e pressão no hipocôndrio direito, mais duradoura das que nas crises de cólica biliar a que ele frequentemente se refere. Esse é o primeiro sinal de inflamação da vesícula. A dor pode intensificar-se quando a pessoa respira profundamente e muitas vezes estende-se à parte inferior da escápula direita e à região epigástrica. A febre, assim como náuseas e vômitos, que podem ser biliosos, são habituais em 70% dos pacientes. A febre alta, os calafrios e a distensão abdominal com diminuição da peristalse costumam indicar a formação de um abscesso, gangrena ou perfuração da vesícula biliar. Nestas condições, torna-se necessária a cirurgia de urgência. A icterícia pode indicar coledocolitíase ou compressão externa do colédoco pela vesícula inflamada.

DIAGNÓSTICO COMPLEMENTAR 

O hemograma habitualmente apresenta leucocitose com desvio para esquerda. O hepatograma está alterado com elevação das transaminases, da fosfatase alcalina, bilirrubinas e amilase. A hiperbilirrubinemia pode ser devido à compressão extrínseca pelo processo inflamatório grave, pela coledocolitíase ou pela síndrome de Mirizzi, que é causada pela impactação de um cálculo no infundíbulo que pode fistulizar para o colédoco e obstruí-lo. A hiperamilasemia pode ocorrer devido à obstrução do ducto pancreático levando à pancreatite concomitante.

A ultrassonografia é o exame inicial e permite a identificação de alterações que não são visíveis no exame físico e permite uma classificação. É considerado o exame “ouro” nesses casos. Tem alta sensibilidade para a detecção de cálculos e o espessamento da parede que é considerado anormal quando maior que 4 mm . Também pode haver visualização de líquido perivesicular, distensão da vesícula, cálculos impactados no infundíbulo e o sinal de Murphy ultrassonográfico. Este sinal é relatado quando, após a identificação da vesícula inflamada, o ultrassonografista comprime o abdômen na topografia da mesma com o transdutor e o paciente refere dor intensa. A ultrassonografia laparoscópica intraoperatória tem sido usada no lugar da colangiografia no diagnóstico da coledocolitíase.

TRATAMENTO

A colecistectomia (retirada cirúrgica da vesícula biliar) é o tratamento definitivo dos pacientes com colelitíase associada à colecistite aguda. Em geral, após sua hospitalização e preparo pré-operatório (hidratação, analgésicos e antibióticos)  realiza-se a cirurgia nas primeiras 72 horas de início do quadro. A colecistectomia videolaparoscópica é o tratamento de escolha na colecistite aguda litiásica e alitiásica. A cirurgia videolaparoscópica tem como característica básica diminuir a agressão e consequente trauma cirúrgico. Tem sido demonstrada, nesta abordagem, uma menor repercussão orgânica, representada por menor reação metabólica, inflamatória e imunológica quando comparada a uma cirurgia aberta. Isto representa um grande benefício para o paciente, principalmente àqueles mais graves, já com comprometimento de órgãos e sistemas, mesmo nos pacientes com idade avançada. A taxa de conversão de cirurgia videolaparoscópica para cirurgia aberta é maior nos casos de colecistopatia calculosa aguda do que na crônica, podendo ocorrer até em 30% dos casos. O fator que mais dificulta a realização do procedimento videolaparoscópico é a alteração anatômica ou se não há uma adequada visualização das estruturas. A colecistite aguda associada ao sexo masculino, IMC > 30, idade superior a 60 anos, cirurgia abdominal prévia, ASA elevado, espessamento da vesícula maior que 4 mm e diabetes são considerados fatores de risco para a conversão para a cirurgia aberta.

CONCLUSÃO 

A colecistite aguda continua sendo uma doença com a qual o cirugião se depara frequentemente. A cirurgia videolaparoscópica veio mudar o manuseio e evolução dos pacientes tornando o pós-operatório mais curto e menos doloroso. A literatura médica tem levado alguns cirurgiões a retardarem a indicação cirúrgica, entretanto novos trabalhos, inclusive com análise de medicina baseada em evidências, têm demonstrado que a intervenção na primeira semana do início do quadro é a melhor conduta.

PerioPerative Bariatric Guidelines

PerioPerative Bariatric Guidelines

“Existem mais pessoas que capitulam do que pessoas que fracassam”

“Pessoas não fracassam . Elas simplesmente desistem.”

AVALIAÇÃO de RISCO CARDIOLÓGICO EM CIRURGIA ELETIVA

RISCO CARDIOLÓGICO

AULA DE REVISÃO

Complicações pós-operatórias das anastomoses colorretais

Complicações pós-operatórias das anastomoses colorretais

Artigo de Revisão

Cirurgia do Aparelho Digestivo : Theodor Billroth

Christian Albert Theodor Billroth was a brilliant surgeon who pioneered new techniques in abdominal surgery and added substantially to what was know at the time about cancers of gastrointestinal tract.

Born in Bergen in 1829 to a family of Swedish origin, Billroth studied at universities in both Sweden and Germany. After receiving a doctor’s degree fromBerlin in 1852, he visited many of Europe’s leading medical schools includingthose in Vienna, Prague, Paris, Edinburgh, and London, to complete his medical education.

Upon returning to Berlin, Billroth began work as an assistant to B. R. K. Langenbeck at Langenbeck’s surgical clinic. In 1860, Billroth was appointed professor of surgery and director of the surgical clinic at the University of Zäurich where he stayed for seven years. He then accepted a similar position at the University of Vienna, where he remained for the remainder of his life.

Billroth was one of the first European surgeons to embrace the need for asepsis (sterility) during operations. He also made full use of the anesthetic chloroform during his during his operations, and was noted for his concern abouthis patient’s well-being. In 1872, he made his first resection of the esophagus, in which he removed a section of esophagus, then sewed the remaining parts back together. Later he performed many similar operations on the stomach and intestines, pancreas, and larynx to remove cancerous growths. These operations were both difficult and dangerous to the patient, but Billroth’s successrate was high considering the conditions under which he operated.

By 1890, Billroth had performed 41 gastric resections, of which 19 were a success. His work significantly increased the information available about gastrointestinal cancer tissues, their origin, and their physiology. In addition tohis work as a surgeon, he established a training school for nurses in Viennaand a surgical school and clinic that remained open after his death until 1938.

Billroth was also interested in military surgery and volunteered in German hospitals during the Franco-German War. He was celebrated not only for his immense surgical skill, but also for his ability to stay calm under pressure andto improvise new procedures as they were needed. Based on his experience in battlefield hospitals, he advocated successfully for better transportation andtreatment for the wounded, noting that the increased accuracy of weapons ofwar had lead to an increased number of casualties and a greater need for effective medical care at the front.

During his life, Billroth was honored by the Austrian government with a seatin the Herrnhaus, an honor rarely given to physicians. He published several books and many papers on surgery and pathology. In addition to being askilled surgeon, Billroth was an devoted musician and played the piano and violin well. He was a close, life-long friend of the composer Johannes Brahms,who dedicated two string quartets to Billroth. In addition to his writings onsurgery, Billroth also wrote a book on the physiology of music. He died at his villa in Abbazia, Yugoslavia, in 1894, having substantially increased thebody of knowledge available about diseases of the gastrointestinal system andhow to treat them surgically.

A Nascente

A Nascente é um romance sobre heróis e aqueles que os invejam e tentam destruí-los. “Meu propósito é a apresentação de um homem ideal. Não importa que alguns poucos alcançarão tal magnitude — e que o resto a trairá. São esses poucos que movem o mundo e dão à vida seu significado”, disse a autora na época de lançamento do livro.

Tumores Hepáticos Benignos

Tumores Hepáticos Benignos

Artigo de Revisão

Etiqueta Médica : Postura do Cirurgião Geral na U.T.I.

A etiqueta no ambiente hospitalar vai além das regras de boa convivência. Ela oferece recursos para que os profissionais construam relacionamentos sólidos, além de ensiná-los a lidar com os “sabotadores da carreira”, como indiscrição e a falta de educação. Logo as atitudes no trabalho devem ser pautadas pelo bom senso, pelo bom gosto e pelo equilíbrio. Esses três fatores têm um único objetivo: fazer-nos pessoas melhores na convivência com os demais. Certamente, pensar muito antes de agir nos protege de escolhas equivocadas de comportamentos. As relações de trabalho e os ambientes hospitalares mudaram muito nos últimos anos, assim como as regras de convivência e as competências relacionais. Hoje, muitas empresas adotam estações de trabalho em que todos compartilham o mesmo espaço. Tudo o que se fala pode ser ouvido. A privacidade é muito menor, o que exige discrição.

As atribuições das lideranças também evoluíram: em vez de mandar, os líderes devem convencer as suas equipes para serem respeitados. Outro desafio é promover a boa convivência entre gerações diferentes nas empresas. Os avanços tecnológicos exigem muito mais dos relacionamentos com colegas de todos os níveis. Portanto, o uso de emails, redes sociais e mensagens instantâneas, entre outros recursos, deve preservar sempre a cortesia, o respeito e a devida atenção ao outro. Sendo a “regra de platina” das relações humanas: trate os outros melhor do que você gostaria de ser tratado!

Ao encaminhar o paciente no pós-operatório para U.T.I. o Cirurgião legalmente mantém sua responsabilidade sob os cuidados cirúrgicos deste paciente, sendo a partir daí o profissional que vai orientar as condutas clínicas relacionadas ao procedimento cirúrgico do paciente. Desta forma deve ficar á disposição dos INTENSIVISTAS para dirimir qualquer dúvida ou prestar orientações quanto a evolução cirúrgica do paciente em questão.

Alguns cuidados são importantes para serem lembrados nesta relação CIRURGIÃO x INTENSIVISTA

  1. Ao executar uma técnica, lembra-te que se alguma coisa pode correr mal, ela um dia irá certamente correr mal. Prepara-te o melhor possível. Se pensas que as coisas não podem ficar pior, acredita que podem.
  2. Nada na Medicina permanece constante e nenhum órgão falha isoladamente.
  3. Cuidado com a Lei da Especialização: se fores um martelo, o resto do mundo é um prego. Aquele que pensa que sabe tudo, não sabe nada.
  4. Um “abdómen agudo” é quando um cirurgião EXPERIENTE e COMPROMETIDO diz que é um abdómen agudo. Não existe nenhum teste para isso.
  5. Antes de pedires um exame, decide o que farás se for positivo ou negativo. Se as respostas forem iguais, não o peças. Corolário: Se o teste não altera a tua estratégia, não o peças.
  6. Não existe nenhuma manifestação que não possa ser causada por um determinado fármaco. Se o fármaco não funciona, suspende-o.
  7. A qualidade do cuidado prestado ao doente é inversamente proporcional ao número de especialidades (consultores) envolvidos nesse caso particular.
  8. Se as ordens forem passíveis de má interpretação, serão certamente mal interpretadas.
  9. Nunca ignores uma chamada de atenção de um Enfermeiro. É função dos Enfermeiros informar. A tua função é decidir. Sê cordial com os Enfermeiros e serás retribuído da mesma maneira. Se fores desagradável, terás uma vida miserável.
  10. Se não sabes o que fazer, não faças nada e pede ajuda. Fazer mal não é melhor que não fazer nada. Pede e insiste na ajuda se tiveres questões ou problemas. Erros de inexperiência em doentes críticos podem ter consequências catastróficas.Imagem

Você é daqueles que VAIAM?

Liderança

A comprehensive review of evidence-based strategies to prevent and treat postoperative ileus

A comprehensive review of evidence-based strategies to prevent and treat postoperative ileus

Artigo de Revisão

PERIOPERATIVE management in gastrointestinal surgery

Standard perioperative management in gastrointestinal surgery

Artigo de Revisão

Cirurgia do Aparelho Digestivo : Walter Pinotti

Cirurgia do Aparelho Digestivo

“A cirurgia lida com a VIDA, logo não existe cirurgia banal.”

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 716 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: